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	<title>Opinião &#8211; Casa do Vinho Blog</title>
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	<title>Opinião &#8211; Casa do Vinho Blog</title>
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		<title>Vinhos de qualidade vs. vinhos de quantidade</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/vinhos-de-qualidade-vs-vinhos-de-quantidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 13:12:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência do vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Enoeducação]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinhos produzidos em grande quantidade tem qualidade? Dois dos vários fatores que fazem a diferença são a qualidade das uvas e uso de barricas. A uva Fazer um bom vinho requer antes de qualquer coisa, boas uvas. Para isto elas tem que estar sãs e na maturação adequada. Assim sendo, a produção de um bom ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vinhos produzidos em grande quantidade tem qualidade? Dois dos vários fatores que fazem a diferença são a qualidade das uvas e uso de barricas.</p>
<h2>A uva</h2>
<p>Fazer um bom vinho requer antes de qualquer coisa, boas uvas. Para isto elas tem que estar sãs e na maturação adequada. Assim sendo, a produção de um bom vinho se inicia na vinha. Para tal, é necessário respeitar a densidade das videiras (quantidade de videiras por metro quadrado), a poda, o tratamento das folhagens, o trabalho do solo, a idade das videiras, além do que não se pode controlar: as condições climáticas. O cuidado para se evitar pragas e outras doenças também é um grande desafio.</p>
<p>Quanto melhor a uva, menos intervenções são necessárias para se conseguir um bom resultado. Hoje, os produtores têm acesso a formas de compensar deficiências como falta ou excesso de acidez, tanino, álcool, etc. Estes processos de controle são controversos, pois podem causar manipulação demais. Independentemente, todos os processos legais são regulamentados pelo país onde o vinho for produzido e deve seguir as regras vigentes.</p>
<p>A partir das colocações acima, podemos perceber fatores que diferenciam vinhos de qualidade dos vinhos de quantidade. Vinhas de solos férteis, onde as videiras são pouco espaçadas e produzem grande quantidade de cachos produzem vinhos mais baratos, de menor qualidade e voltados para o dia a dia. Videiras com podas corretas, tratamento das folhagens e menor quantidade de cachos tem maior potencial de atingir a maturação ideal, maior concentração em seus bagos e consequentemente melhor qualidade.</p>
<h2>Uso de barricas</h2>
<p>Em relação ao uso de barricas, o que podemos ver é que alguns produtores, no intuito de produzir um vinho barato, porém com notas terciárias e sabores diferenciados optam por usar infusões de lascas de carvalho para não impactar demais no preço final. As barricas de carvalho são muito caras e, nas vinícolas, são usadas no máximo três vezes. O processo é liberado em alguns países e não precisa ser declarados no rótulo. O grande problema neste processo é que fica muito mais difícil chegar ao equilíbrio e muitas vezes as notas de baunilha, por exemplo, ficam marcantes demais.</p>
<p>Os fatores que influenciam a qualidade da produção de um vinho são muitos e vão bem além dos descritos acima. Seja na escolha do terreno, no cultivo ou na fabricação. Para saber quais são eles, leia https:<a href="https://blog.casadovinho.com.br/fatores-de-influencia-na-producao-do-vinho/">//blog.casadovinho.com.br/fatores-de-influencia-na-producao-do-vinho/</a>. Sobre as barricas, já falamos em nossos Posts também! Saiba mais sobre elas <a href="https://blog.casadovinho.com.br/barricas-de-carvalho-e-sua-influencia-nos-vinhos/">https://blog.casadovinho.com.br/barricas-de-carvalho-e-sua-influencia-nos-vinhos/</a>.</p>
<p>Ao analisarmos com cuidado, fica fácil entender porque a qualidade custa mais caro. Leve em conta todos estes fatores ao escolher o vinho que vai comprar.</p>
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		<title>Vinitaly 2024</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/vinitaly-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2024 19:39:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[degustação]]></category>
		<category><![CDATA[feira de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vinitaly]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinitaly 2024 Este ano resolvemos voltar às nossas origens e participar mais uma vez da feira que sempre nos proporcionou ótimos negócios e relações. A Vinitaly, maior feira de vinhos da Itália e uma das maiores do mundo, acontece em abril, na encantadora Verona, cidade de Romeu e Julieta. Esta foi a 56° edição e ... </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vinitaly 2024</strong></p>
<p>Este ano resolvemos voltar às nossas origens e participar mais uma vez da feira que sempre nos proporcionou ótimos negócios e relações. A Vinitaly, maior feira de vinhos da Itália e uma das maiores do mundo, acontece em abril, na encantadora Verona, cidade de Romeu e Julieta.</p>
<p>Esta foi a 56° edição e teve um público de aproximadamente 97.000 pessoas. São 13 pavilhões imensos na Veronafiere (aproximadamente 150.000m2 de área coberta) com estandes de variados tamanhos. Com mais de 4.000 expositores, dá para imaginar a quantidade de vinhos! O capricho dos produtores e o investimento deixam a feira além de funcional, bonita e até aconchegante. Muito dos espaços criados são incríveis e chamativos, um espetáculo à parte.</p>
<p><strong>OperaWine</strong></p>
<p>Com tudo organizado e 26 reuniões agendadas chegamos um dia antes para aclimatar e participar da incrível degustação que acontece no dia anterior ao início da feira: OperaWine. O evento, apenas para convidados, reuniu 1.900 pessoas entre jornalistas, sommeliers e profissionais do vinho.  Oferecido pela Veronafiere juntamente com a Vinitaly e contribuição da famosa e mais respeitada revista de vinhos a Wine Spectator a degustação aconteceu na espaçosa Gallerie Mercatali.  Lá foram reunidos 130 produtores com rótulos sob a curadoria da Wine Spectator. É uma verdadeira celebração internacional dos vinhos italianos. Um deleite ao paladar dos amantes do vinho.</p>
<p>Nossa jornada pelo expoente da enologia italiana começou pela Toscana e escolhemos um parceiro para dar início, o Valdicava. O vinho era um Brunello di Montalcino 1991, indisponível no mercado. Estava impressionante e nos deixou com expectativa ainda maior do que estava por vir. Os dois vinhos mais disputados tinham fila para quem queria apreciar: Sassicaia 1997 e Ornelaia 2010 comemorativo dos 25 anos. Estavam realmente deliciosos, mas posso dizer que, na minha humilde opinião, outros vinhos me agradaram ainda mais. No meio de tantos vinhos incríveis, orgulho de importarmos alguns. Estavam presentes na seleção especial, Nino Negri <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://casadovinho.com.br/produtos/nino-negri-5-stelle-sfursat-2011-lombardia/"><strong>5 Stelle Sfursat</strong></a></span>, Elena Fucci <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://casadovinho.com.br/produtor/elena-fucci/"><strong>Titolo</strong></a></span>, além do <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://casadovinho.com.br/produtor/valdicava/"><strong>Valdicava Brunello di Montalcino</strong></a></span>, já mencionado acima.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-7336" src="https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/5stelle-270x360.jpeg" alt="" width="270" height="360" srcset="https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/5stelle-270x360.jpeg 270w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/5stelle-768x1024.jpeg 768w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/5stelle-113x150.jpeg 113w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/5stelle.jpeg 960w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" />   <img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-7340" src="https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Titolo-270x360.jpeg" alt="" width="270" height="360" srcset="https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Titolo-270x360.jpeg 270w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Titolo-768x1024.jpeg 768w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Titolo-113x150.jpeg 113w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Titolo.jpeg 960w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" />   <img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-7338" src="https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/valdicava-270x360.jpeg" alt="" width="270" height="360" srcset="https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/valdicava-270x360.jpeg 270w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/valdicava-767x1024.jpeg 767w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/valdicava-112x150.jpeg 112w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/valdicava-768x1025.jpeg 768w, https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/valdicava.jpeg 959w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" /></p>
<p>Para os que não resistirem e quiserem dar uma olhada nos vinhos maravilhosos que foram servidos nesta edição, segue o link: <span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://www.vinitaly.com/eventi/operawine/operawine-2024/catalogo-operawine-2024/" target="_blank" rel="noopener">OperaWine</a></span>. Mas fica aqui um aviso: pode causar inveja!</p>
<div style="width: 900px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-7327-1" width="900" height="506" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/operawine.mp4?_=1" /><a href="https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/operawine.mp4">https://blog.casadovinho.com.br/wp-content/uploads/2024/06/operawine.mp4</a></video></div>
<p>Agora voltemos ao tema principal deste post&#8230;</p>
<p><strong>A feira</strong></p>
<p>Sem direito à ressaca, primeiro que sabendo beber, vinho bom não dá, segundo que já estamos bem curtidos. O primeiro dia começou com muito trabalho. Primeira reunião às 10hs da manhã. A feira abre às 9h, porém esta primeira hora os produtores ainda estão organizando os vinhos e taças. Foram 6 reuniões antes das 15hs, pois este era o horário de uma rodada de degustações e negócios promovida pela ITA (Italian Trade Agency). Resumo do dia: aproximadamente 70 vinhos degustados e excelentes perspectivas de bons negócios!</p>
<p>O segundo e terceiro dia foram os mais movimentados. Foram 9 agendamentos por dia! Entre novidades e parceiros (atuais e antigos) grandes descobertas e ‘redescobertas’. Muito trabalho e correria para dar conta de todos as reuniões. Lembrando que muitas vezes elas rendem bem mais que o esperado. Principalmente quando existe um real interesse. A degustação tem que ser feita com critério para que a avaliação seja precisa, é dela que vão resultar nossas escolhas e investimentos. Nestes dias, mesclado às novidades nossa parada obrigatória em alguns parceiros de longa data: Apollonio, Mocali, La Rasina, Ca del Monte, entre outros.</p>
<p>Às vezes tínhamos uma pequena pausa para almoço e, em um dos dias, acabamos aproveitando um <em>Showcooking</em> promovido pela Puglia. Claro que o menu foi harmonizado com vinhos locais. Nestes dois dias foram uns 130 rótulos degustados. Tirando os que degustamos nos intervalos que não vamos importar, mas nos servem de referência, todos os vinhos foram devidamente avaliados e catalogados. O caderninho de anotações voltou recheado!</p>
<p>O último dia é sempre mais resumido pois muitos visitantes e produtores acabam saindo depois do almoço para voltar às suas cidades. Então, nossas reuniões ficaram concentradas no período da manhã. Uma surpresa muito positiva foi um dos produtores que ficaram para o final e mesmo depois de tantos vinhos degustados, conseguiu nos surpreender! Mas ainda não vou contar aqui&#8230;</p>
<p>O balanço final foi superpositivo. Ficamos exaustos, mas muito realizados com nosso ‘garimpo’. Agora é trabalhar muito para conseguir trazer todos novos e antigos ‘queridinhos’!</p>
<p>Obrigada Vinitaly e até 2025!</p>
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		<title>Por quê você deveria abandonar vinhos suaves?</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/por-que-voce-deveria-abandonar-vinhos-suaves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 21:49:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sou a Luiza, da Martini Casa do Vinho, e hoje estou aqui pra falar sobre vinhos suaves! Primeiro porque eu acho que se você quer aprender sobre vinhos você deve parar imediatamente de tomar vinhos suaves.  Você já viu um profissional do vinho, um grande entendedor tomar vinhos suaves ou falar sobre eles? Muitas ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="video-youtube" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/U0LOlJnd7Ko" width="560" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sou a Luiza, da Martini Casa do Vinho, e hoje estou aqui pra falar sobre vinhos suaves!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro porque eu acho que se você quer aprender sobre vinhos você deve parar imediatamente de tomar vinhos suaves. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já viu um profissional do vinho, um grande entendedor tomar vinhos suaves ou falar sobre eles? Muitas vezes eles preferem mudar de assunto ou vão tratar esse tipo de vinho com desdém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso quer dizer que o vinho suave não pode ser bom ou de qualidade?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cuidado! Vinho bom e de qualidade são duas coisas diferentes. &#8220;Bom&#8221; está muito mais relacionado ao seu gosto pessoal, ao seu paladar, e isso é uma questão subjetiva. Gosto é gosto e não se discute. Quando a gente fala de qualidade não, aí a gente já tem parâmetros pra poder avaliar o vinho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, assim como em outros países os vinhos podem ser classificados como secos, meio secos ou suaves. E isso vai estar relacionado à quantidade de açúcar residual no vinho. O termo &#8220;suave&#8221; as vezes é muito confundido. Tem pessoas que usam o &#8220;suave&#8221; quando elas </span><span style="font-weight: 400;">querem falar sobre um vinho levinho ou um vinho mais macio. O termo &#8220;suave&#8221; no mundo do vinho &#8211; prestem bem atenção! é usado para os vinhos &#8220;docinhos&#8221;, não para os vinhos leves e macios. </span><i><span style="font-weight: 400;">Então aqui na loja eu sempre gosto de perguntar para os meus clientes quando eles pedem por um vinho suave: &#8220;Leve e macio ou docinho?&#8221;. </span></i><span style="font-weight: 400;">São duas coisas diferentes, então cuidado com isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra coisa importante: o</span><span style="font-weight: 400;">s vinhos podem ser feitos a partir de uvas viníferas ou de uvas americanas. No primeiro caso são produzidos os vinhos FINOS de mesa. No segundo caso, os vinhos de mesa. Muita atenção! O termo &#8220;FINOS&#8221; aí faz toda a diferença nessa hora. A maioria dos vinhos suaves é produzida a partir das uvas americanas que são muito mais simples, baratas e descomplicadas pra produção. Isso quer dizer que não existem vinhos suaves feitos a partir viníferas como por exemplo uma Cabernet Sauvignon? Não. Os vinhos podem até ser produzidos a partir de uvas viníferas, mas porque é que o produtor vai depreender tanto esforço, tanto trabalho pra </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzir uma uva de qualidade pra fazer um vinho que não vai atender um público que exige qualidade? Não faz muito sentido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro cuidado que nós temos que ter é que o açúcar muitas vezes é usado pra mascarar um desequilíbrio no vinho, por exemplo uma acidez muito alta, uma tanicidade muito agressiva, </span><span style="font-weight: 400;">uvas que foram mal selecionadas, com gavinhas, com folhas. Então, cuidado na hora de escolher um vinho suave.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso tudo você ainda não está convencido? Você não é obrigado a parar de beber vinhos suaves! Você só deve fazê-lo se você realmente quer aprender um pouco mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas tem um outro motivo que eu vou te dar pra dar um empurrãozinho: v</span><span style="font-weight: 400;">inho suave não fica muito legal pra harmonizar com pratos salgados, seja no seu almoço, seja no seu jantar, seja apenas um aperitivo. O ideal nesses casos é um vinho seco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se eu consegui te convencer vou te dar uma dica pra não assustar e achar que vai adaptar rapidamente de um vinho docinho pra um vinho muito seco. O ideal nesses casos é a gente começar a partir de vinhos frutados. Frutado não é vinho suave, ele não tem açúcar residual, </span><span style="font-weight: 400;">ele só vai ter uma boca mais macia, mais aveludada que dá essa sensação de dulçor, mas não tem nada a ver com açúcar residual. Começar com vinhos com acidez um pouco mais baixa, </span><span style="font-weight: 400;">com tanicidade menos agressiva, e aí dar um passinho de cada vez até adaptar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se no início ainda estiver difícil lembre-se sempre de colocar alguma coisinha pra comer nem que seja um pãozinho com azeite, um queijinho, vai ajudar a ficar mais palatável pra quem não está acostumado.</span></p>
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		<title>A cara, a capa e o rótulo</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/a-cara-a-capa-e-o-rotulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 09:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enoeducação]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[novo mundo]]></category>
		<category><![CDATA[rótulo]]></category>
		<category><![CDATA[velo mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas pessoas compram vinhos pelo rótulo, mesmo que a cultura do vinho tenha sido expandida na última década, através de publicações, oferta de produtos e disseminação de conteúdo. Ou talvez exatamente por conta disso. Nas regiões clássicas do Velho Mundo como a França (veja nossos vinhos franceses clicando AQUI) o rótulo é apenas um detalhe. ... </p>
<p class="read-more-container"><a title="A cara, a capa e o rótulo" class="read-more button" href="https://blog.casadovinho.com.br/a-cara-a-capa-e-o-rotulo/#more-6352" aria-label="More on A cara, a capa e o rótulo">Leia mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Muitas pessoas compram vinhos pelo rótulo, </strong>mesmo que a cultura do vinho tenha sido expandida na última década, através de publicações, oferta de produtos e disseminação de conteúdo. Ou talvez exatamente por conta disso.</p>
<p><strong>Nas regiões clássicas do Velho Mundo como a França </strong>(veja nossos vinhos franceses clicando <a href="https://casadovinho.com.br/pais/franca/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">AQUI</a>)<strong> o rótulo é apenas um detalhe.</strong> Lá as pessoas convivem com o vinho há milênios e ele faz parte do dia a dia. <strong>O que importa por lá é o conteúdo.</strong></p>
<p>Já nas regiões do <strong>Novo Mundo,</strong> cujo cultivo da uva e feitio do vinho começou há apenas alguns segundos se comparado à Europa, a competição acirrada levou os produtores (e em consequência, os consumidores) a <strong>prezar outras coisas além do conteúdo da garrafa.</strong></p>
<p><strong>Numa tentativa de ressaltar a originalidade em contrapartida à tradição, destacar-se na prateleira ou apenas chocar, surgiram rótulos dos mais ousados.</strong> Nomes mirabolantes, imagens curiosas, materiais diversos. Chamar a atenção pela capa é uma estratégia largamente usada nos mais diversos setores, inclusive nas relações humanas.</p>
<p><strong>Somos acostumados e incentivados a preferir o belo, o curioso ou o apenas diferente para nos destacar dos nossos semelhantes.</strong> Não é por acaso que pessoas costumam preterir um rótulo mais simples sem levar em conta o conteúdo.</p>
<p><strong>Mas qual a interferência que o rótulo tem sobre o vinho?</strong></p>
<p>Na verdade, nenhuma.<strong> O problema se dá, não ao criar um rótulo chamativo, mas quando o consumidor presta atenção apenas à ele.</strong> O rótulo mirabolante está lá exatamente para isso, desviar a atenção. O vinho por detrás dele pode ser bom ou ruim. O rótulo não deveria ser tão importante como fator decisivo para a compra.</p>
<p><strong>Não se julga um livro pela capa, uma pessoa pela cara. </strong><br />
<strong>Ou um vinho pelo rótulo.</strong></p>
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		<title>Como Montar uma Confraria</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/como-montar-uma-confraria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 09:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Degustação]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Enoeducação]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[confraria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Beber vinhos pode ser uma experiência incrível e ter como objetivo apenas a apreciação. Mas dificilmente um apreciador de vinhos contenta-se em ficar apenas bebendo. Trata-se de uma bebida muito antiga, entrelaçada à própria história da civilização e sinônimo de cultura. Logo, não é difícil querer saber mais e em consequência tirar o máximo de ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Beber vinhos pode ser uma experiência incrível e ter como objetivo apenas a apreciação. Mas dificilmente um apreciador de vinhos contenta-se em ficar apenas bebendo. Trata-se de uma bebida muito antiga, entrelaçada à própria história da civilização e sinônimo de cultura. Logo, não é difícil querer saber mais e em consequência tirar o máximo de proveito da experiência.</p>
<p>Uma confraria de vinhos serve para suprir essa necessidade de conhecimento que move os apaixonados pela bebida. E além de somar conhecimento, divide diversão e despesas. Afinal, todo apreciador de vinhos sabe também que degustar pode custar muito dinheiro. Abaixo listamos algumas dicas para montar uma confraria com tudo o que é necessário para aprender de verdade:</p>
<p><em><strong>1) Em primeiro lugar: Conhecimento.</strong></em><br />
Procure um profissional, seja ele sommelier, enólogo ou conhecedor sério de vinhos. Ele deve orientar sua confraria por alguns meses até que os confrades deixem de ser leigos e avancem um nível.</p>
<p><em><strong>2) Escolha dos confrades:</strong></em><br />
Escolha-os por afinidade pessoal e diferentes pontos de vista sobre vinho (lembre-se que perspectivas diferentes sempre acrescentam). É importante também escolher pessoas que queiram de fato aprender, que tenham horários acessíveis dentro de um leque de tempo pré determinado e estejam dispostos a investir uma quantia crescente (quanto maior o nível de conhecimento e padrão gastronômicos, mais caros ficam os vinhos). Isso vai evitar dores de cabeça posteriores.</p>
<p><em><strong>3) Regras claras:</strong></em><br />
O grupo precisa começar com regras claras para todos. Confraria é também confraternização, mas não apenas isso. Horários, investimento individual (de tempo, intelecto e cifras), número de participantes, locais dos encontros e todas as demais atividades precisam ser claras, firmes e aceitas por todos.</p>
<p><em><strong>4) Organização:</strong></em><br />
Embora um único confrade possa cuidar de tudo é bem possível que ele sinta-se sobrecarregado bem rapidamente.<br />
Uma melhor solução seria contratar o mesmo profissional que vai orientá-los para fazer esse papel. A desvantagem disso são os custos aumentados e a vantagem evidente é poder concentrar-se apenas no vinho. Caso deseje um meio termo que não exceda os limites de nenhum confrade, divida as tarefas entre um &#8220;setor&#8221; financeiro (custos, divisões), outro organizacional (compra dos vinhos, agendamentos) e gerencial (temas das reuniões, decisões sobre &#8220;RH&#8221;).</p>
<p><em><strong>5) Modelo:</strong></em><br />
Decida qual será o modelo de confraria. Se deseja encontros regados à comida e vinho ou apenas vinho; feminino, masculino ou misto e se haverá um tema em comum como por exemplo a profissão dos membros do grupo. Decida por quanto tempo terão orientação profissional; se farão viagens pelas regiões produtoras; se terão página na internet e qual será o nível de intimidade entre os participantes. Há quem sinta-se mais a vontade entre amigos enquanto outros preferem ter apenas o vinho unindo-os aos confrades. Decida também se as degustações serão às cegas ou abertas. Degustações às cegas são muito mais didáticas já que não há a influência dos rótulos na avaliação. Pense também se as garrafas serão reveladas em pares ou ao final da degustação, por exemplo.</p>
<p><em><strong>6) A compra dos vinhos:</strong></em><br />
A intenção da confraria é o vinho, então atente-se à escolha dos lugares onde pretende adquiri-los. Compre de importadoras e/ou lojas sérias. Aproveite viagens internacionais para trazer garrafas, envolva o círculo todo na procura, informe-se sobre os produtores escolhidos muito além dos sites das vinícolas e lojas.</p>
<p><em><strong>7) A prática:</strong></em><br />
Pense e decida sobre como serão as reuniões na prática. É altamente aconselhável que se usem fichas de avaliação para cada vinho e que sejam feitas estatísticas sobre as preferências do grupo ao longo do tempo, além do detalhamento sobre a sua evolução. Existem diversos modelos de fichas de avaliação. Descubra a que se encaixa melhor ao seu grupo.</p>
<p>Leve em conta também as taças que serão usadas. Existem as taças modelo ISO que são as mais apropriadas. Avalie os custos, quantas taças serão necessárias e se vale a pena comprá-las. Essa decisão pode depender do local dos encontros. Poucos lugares públicos tem um número suficiente de taças ISO para comportar uma grande confraria ou um grande número de rótulos degustados.</p>
<p>Veja se vale a pena cada membro ter e levar para a degustação suas próprias taças. Isso costuma ser mais econômico e prático. Lembre-se também que embora a taça ISO tenha um padrão nem sempre ele é seguido à risca. Portanto todas as taças devem ser do mesmo fabricante para que nenhum vinho seja prejudicado na avaliação por conta de taças diferentes.</p>
<p>O número de participantes influenciará a quantidade de garrafas e os custos. O ideal é que sejam entre 10 e 12 ou os dobros desses números. Uma garrafa serve bem no módulo de degustação até 12 pessoas.</p>
<p><em><strong>8) Teoria:</strong></em><br />
Aprender a teoria para depois colocá-la em prática é muito importante. Somente teoria ou somente prática nunca é boa ideia. O ideal é associar ambas e concentrar-se no tema que está sendo estudado, provando os vinhos daquela região, uva ou estilo.</p>
<p><em><strong>9) Adaptação:</strong></em><br />
Nem sempre uma regra, um modelo ou qualquer outra coisa funcionam sempre. Esteja preparado para fazer alterações sempre que for necessário.</p>
<p>Relacionado:</p>
<p class="entry-title"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://blog.casadovinho.com.br/tecnicas-para-uma-boa-degustacao/" target="_blank" rel="noopener">Técnicas para uma boa degustação</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Dia da Toalha</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/o-dia-da-toalha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2019 11:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gil Vesolli, sommelière semi nerd  O gênero Fantasia normalmente é desconsiderado pela Literatura e pelos intelectuais de modo geral. Parece que ao escrever sobre universos imaginários habitados por Elfos, equilibrados sobre as trombas de poderosos elefantes, criados a partir de uma canção ou destruídos por dragões, esse tipo de literatura perde seu valor como tal. ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Gil Vesolli, sommelière semi nerd </em></p>
<p><strong>O gênero Fantasia normalmente é desconsiderado pela Literatura</strong> e pelos intelectuais de modo geral. Parece que ao escrever sobre universos imaginários habitados por Elfos, equilibrados sobre as trombas de poderosos elefantes, criados a partir de uma canção ou destruídos por dragões, esse tipo de literatura perde seu valor como tal. <strong>Talvez por parecer coisa de criança,</strong> talvez porque os intelectuais não sejam pessoas muito imaginativas, talvez porque pessoas &#8220;sérias&#8221; simplesmente não consigam mergulhar em um<strong> mundo de fantasia</strong> desde que a infância as abandonou.</p>
<p>O Dia da Toalha¹ não é oficial, mas acontece no mundo todo. <strong>Não se espante se dia 25 de maio você cruzar com algum maluco usando uma toalha</strong> como turbante, cachecol, amarrada à cintura ou como capa. Começou com os fãs de <strong>Douglas Adams,</strong> que desejavam lhe fazer uma homenagem, e espalhou-se na mesma velocidade com que o público devorou sua trilogia de 5 livros (sim, você leu certo).</p>
<p><strong>Mas quem foi Douglas Adams?</strong> A resposta pode variar entre um <strong>bom escritor de fantasia a um gênio da literatura.</strong> Para mim e todas as pessoas que saíram de casa hoje com uma toalha dependurada, a segunda resposta é a única coerente.</p>
<p>Dia 25 de maio comemora-se também o <strong>Glorioso Dia 25 de Maio</strong>, referência ao também falecido<strong> Terry Pratchett².</strong></p>
<p><strong>Pratchett criou um universo único</strong>, e como Adams, entremeou o <strong>definitivo e inimitável humor inglês</strong> entre frases criativas, jogos de linguagem e personagens magnificamente bem estruturados. Ambos são gigolôs da palavras. <strong>Para ambos, falar sério representa nos fazer morrer de rir</strong>, criar tempestades cerebrais, fazer troça com nossa arrogância, surpreender-nos com situações absurdas.</p>
<p>Dia 25 de maio também é o<strong> Dia do Orgulho Nerd</strong>. Sim, existe isso. E na data apropriada. A Fantasia é o gênero cultuado entre essas pessoas levemente dispersas. Nerd que se preze leu além dos autores citados, <strong>J.R.R Tolkien³, Willian Gibson, HP Lovecraft e centenas de HQs (4).</strong> Nerd que é nerd joga tabuleiro e RPG(5).</p>
<p>Nerd que é nerd adora histórias de zumbis e <strong>já tem planos do que fazer quando o inevitável apocalipse</strong> da praga começar (eu mesma já tenho os meus: me abrigar na adega da Casa do Vinho, munida de uma bicicleta e saca rolhas).</p>
<p><strong>Dentre os autores mais inspirados a escrever sobre zumbis</strong> &#8211; e que certamente estará portando sua toalha no dia 25 &#8211; está <strong>Max Brooks.</strong> Louco por zumbis desde criança, ele escreveu, entre outros, <strong>O Guia de Sobrevivência aos Zumbis</strong> e <strong>Guerra Mundial Z.</strong> Felizmente esse último título não tem nada a ver com o filme de mesmo nome, embora curiosamente o longa tenha sido inspirado nele.</p>
<p>Como todo livro (filme ou série) sobre zumbi, <strong>Guerra Mundial Z não trata-se de zumbis.</strong> Trata-se do comportamento humano diante de um inimigo invencível que já foi humano, por vezes um humano que amamos. <strong>Brooks, como o grande escritor que é, não nos dá um segundo de ar fora da imersão que seu livro provoca. </strong>Do cenário de desolação imaginado por ele <strong>sequer o vinho escapa.</strong> Em uma das entrevistas feitas com os sobreviventes depois da guerra definitiva, menciona-se o assunto:</p>
<p>Enquanto o destino dos sobreviventes e nações é decidido na Conferência de Honolulu (6), um chileno, um francês e um sul africano procuram um assunto que desvie suas mentes daquilo que está por vir. <strong>Cada qual tem uma história com o vinho;</strong> <strong>moravam próximos, eram de famílias de vinicultores ou trabalhavam em vinícolas. </strong></p>
<p><strong>Aconcágua fora destruída por desastrosos experimentos com napalm. Stellenboch passou a cultivar safras de subsistência </strong>para uma população faminta.<strong> Bordeaux e toda a França está tomada por zumbis,</strong> que massacram não apenas a população, mas também os vinhedos.</p>
<p><strong>O francês acredita que Bordeaux será retomada.</strong> Com o sol caindo e a desesperança tomando conta de suas mentes, ele <strong>tira de seu kit de sobrevivência uma garrafa de Château Latour 1964.</strong> Ela representa um mundo que acabou e o vinho foi o único objeto que ele havia conseguido salvar durante a evacuação.</p>
<p><strong>A sensação ao ler essa parte do livro foi de tristeza pela história e admiração pelo autor.</strong> Demorou um tempo para emergir, <strong>mas ufa! não há zumbis &#8211; por hora &#8211; e o vinho está salvo; verifiquei pessoalmente.</strong> Depois desse livro, nunca tive tanta certeza de onde quero estar quando o inevitável acontecer.</p>
<p><em>1 Entenda porque toalha, afinal de contas, lendo a trilogia: </em></p>
<p><em>O Guia do Mochileiro das Galáxias, </em><em>O Restaurante no Fim do Universo, </em><em>A Vida, O Universo e Tudo Mais,</em><br />
<em>Até Mais e Obrigado Pelos Peixes e </em><em>Praticamente Inofensiva.</em></p>
<p><em>2 Como não amar um sujeito que fez sua própria espada mágica para ser condecorado Sir?</em></p>
<p><em>3 Leia Silmarillion, leia Silmarillion, leia Silma&#8230;</em></p>
<p><em>4 Procure por Kami no Shizuku e se encontrar me avise!</em></p>
<p><em>5 Não é RPG, mas é muito bom: <a href="http://www.bbr.com/wine-knowledge/game">http://www.bbr.com/wine-knowledge/game</a></em></p>
<p><em>6 Essa conferência jamais existiu, mas você não acredita nisso enquanto lê.</em></p>
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		<title>Os vinhos do casamento</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/os-vinhos-do-casamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2019 14:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Harmonização]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vocês se conheceram, namoraram e vão se casar em breve com a intenção de viverem juntos pelo resto de suas vidas. Quando chega o grande dia o buffet está incrível, os noivos emocionados e o vinho&#8230; bem, o vinho foi aquela parte menosprezada na festa, escolhido pelo preço baixo e que vai dar a maior dor ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Vocês se conheceram, namoraram e vão se casar em breve com a intenção de viverem juntos pelo resto de suas vidas. Quando chega o grande dia o buffet está incrível, os noivos emocionados e o vinho&#8230; bem, </em><strong><em>o vinho foi aquela parte menosprezada na festa, escolhido pelo preço baixo e que vai dar a maior dor de cabeça no dia seguinte. </em></strong>Esse não é um cenário muito bom para se guardar na memória!</p>
<p>Para que não haja erro na escolha do vinho, é importante prestar atenção em algumas coisas:</p>
<p><strong><em>&#8211; O vinho é tão importante quanto a comida.</em></strong></p>
<p>Não importa se vai haver outras bebidas, se &#8220;só meu pai, meus tios e minha prima&#8221; bebem vinho. Uma escolha ruim pode deixar a comida ruim também. Quando o vinho é bom mais pessoas bebem, gostam da festa e carregam lembranças boas do seu casamento.</p>
<p><strong><em>&#8211; O vinho precisa estar à altura do buffet.</em></strong></p>
<p>Se o seu buffet é simples, regional ou sofisticado não importa. O vinho precisa estar à altura dele. Comidas mais simples pedem vinhos mais simples e as sofisticadas, vinhos mais sofisticados.</p>
<p><strong><em>&#8211; O vinho NÃO  precisa harmonizar com cada prato servido.</em></strong></p>
<p>Normalmente há bastante variedade de comidas em um buffet de casamento. Vai ser bastante difícil encontrar um vinho que harmonize com tudo. Se puder, tenha dois rótulos, se não puder, harmonize com o prato que será o mais consumido (a carne principal, por exemplo) ou ofereça apenas espumante, que refresca, é sinônimo de festa e não vai brigar com a comida.</p>
<p><strong><em>&#8211; Quando pensar no menu, pense no vinho junto.</em></strong></p>
<p>Consulte um sommelier para te orientar em relação ao cardápio. Ele pode dar dicas preciosas.</p>
<p><strong><em>&#8211; Não sirva espumante ou champagne apenas para o &#8220;brinde dos noivos&#8221;.</em></strong></p>
<p>A festa é dos noivos, mas todos estão ali para comemorar junto, certo?</p>
<p><strong><em>&#8211; Não sirva muitos tipos de vinhos.</em></strong></p>
<p>O ideal é apenas um espumante para ser bebido o tempo todo e um tinto (ou branco) para a comida. Em um casamento o serviço de vinhos sempre sai prejudicado e é impossível saber em qual taça de quem está qual vinho. Evite fazer &#8220;assemblages&#8221; inadvertidos&#8230;</p>
<p><strong><em>&#8211; Não pense apenas no preço.</em></strong></p>
<p>Pense em custo-benefício: compre o melhor em qualidade pelo melhor preço. Entenda o limiar entre qualidade e preço e não se engane: vinhos muito baratos não tem qualidade.</p>
<p><strong><em>&#8211; Não pense apenas no seu gosto pessoal.</em></strong></p>
<p>Se os noivos não bebem vinho branco não significa que isso tenha que valer para todos os convidados. Você escolheu o menu pensando em todos os seus convidados, correto? Então porque com o vinho é diferente?</p>
<p><strong><em>&#8211; Compre o vinho em uma loja de confiança.</em></strong></p>
<p>E não apenas para o seu casamento, essa é uma regra para levar para a vida.</p>
<p><strong><em>&#8211; Use o sommelier.</em></strong></p>
<p>Ele é o profissional do vinho e está acostumado com esse tipo de evento que para você acontecerá apenas uma vez.</p>
<p>Na Casa do Vinho temos atendimento profissional disponível para te orientar na melhor compra. E você nem precisa sair de casa, entre na <a href="https://casadovinho.com.br/"><strong><em><u>loja virtual</u></em></strong></a> e bata um papo sobre o seu casamento.</p>
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		<title>O Vinho, o Corte e o Bolero de Ravel</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/o-vinho-o-corte-e-o-bolero-de-ravel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2019 11:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[vinho de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gil Vesolli, sommelière Entre os clássicos da música erudita, uma das minhas músicas favoritas é o Bolero de Ravel. Adoro a forma como os instrumentos vão surgindo embora o ritmo permaneça uniforme e repetitivo durante quase todos os muitos minutos da sua execução. A música foi composta em 1928 e tinha inicialmente a duração ... </p>
<p class="read-more-container"><a title="O Vinho, o Corte e o Bolero de Ravel" class="read-more button" href="https://blog.casadovinho.com.br/o-vinho-o-corte-e-o-bolero-de-ravel/#more-6227" aria-label="More on O Vinho, o Corte e o Bolero de Ravel">Leia mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Gil Vesolli, sommelière </em></p>
<p><strong>Entre os clássicos da música erudita, uma das minhas músicas favoritas é o Bolero de Ravel.</strong> Adoro a forma como os instrumentos vão surgindo embora o ritmo permaneça uniforme e repetitivo durante quase todos os muitos minutos da sua execução.</p>
<p><strong>A música foi composta em 1928 e tinha inicialmente a duração teórica de 14min e 10 seg.</strong> O tambor (caixa branca) inicial acompanha toda a música e dá a constância. A melodia é a mesma, variando apenas os instrumentos que a tocam. A sequência é essa:</p>
<p>Flauta, flautin seguido por clarinete, harpa, fagote, oboé, trompete com flauta, saxofone tenor, sopranino e soprano, trompa, novamente flautin com celesta, violoncelo, as cordas em pizzicato, oboé novamente com seu parente oboé d’amore, corne inglês e dois clarinetes, trombone, novamente flautas, flautins, de novo oboé, corne inglês e saxofone tenor, então violinos numa entrada triunfal. Depois violinos com sopros, cordas e sopros, uma mistura incalculável de tudo o que já foi dito e por fim bumbo, pratos e tam tam num surpreendente e emocionante final.</p>
<p><strong>Sempre que ouço o Bolero lembro dos vinhos de corte. As semelhanças são impressionantes. </strong>Quantos instrumentos tocados solo poderiam criar uma melodia tão forte e surpreendente quanto o Bolero de Ravel?</p>
<p>Alguns instrumentos podem fazer coisas incríveis sozinhos. Piano, saxofone e violino, por exemplo. Mas uma caixa branca e um prato tem toda a sua beleza expressa em uma composição em que haja outros instrumentos. Ou muitos outros, como é o caso dessa obra.</p>
<p>Da mesma forma o vinho de uma única uva pode ter sua grandeza e expressividade. Ou pode ter algumas ou muitas uvas que formam em conjunto uma sinfonia maior e melhor, mais marcante e duradoura. <strong>Uma uva complementa a outra em um vinho de corte.</strong> A acidez pode vir de um conjunto enquanto os taninos vêm de outro, a cor, o álcool e o corpo, de outros conjuntos mais.</p>
<p><strong>Um bom vinho de corte é uma orquestra de uvas!</strong> E um excelente vinho de corte causa a mesma impressão final do Bolero de Ravel: surpresa e prazer.</p>
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