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	<title>Mitos &#8211; Casa do Vinho Blog</title>
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	<title>Mitos &#8211; Casa do Vinho Blog</title>
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		<title>Emergência: a rolha quebrou! Conseguirei salvar o meu vinho?</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/emergencia-a-rolha-quebrou-conseguirei-salvar-o-meu-vinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2022 20:01:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência do vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emergência! A rolha quebrou! E agora, o que fazer? Quem nunca passou por uma situação assim? O saca-rolha foi bem encaixado, a rolha começou a sair como o esperado e de repente apenas uma parte da rolha sai da garrafa. A outra parte da rolha quebrada ficou no fundo do gargalo e parece difícil de ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Emergência! A rolha quebrou! E agora, o que fazer?</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem nunca passou por uma situação assim? O saca-rolha foi bem encaixado, a rolha começou a sair como o esperado e de repente apenas uma parte da rolha sai da garrafa. A outra parte da rolha quebrada ficou no fundo do gargalo e parece difícil de alcança-la. A sensação é muito ruim, mas não tem motivos para desespero. Isso pode acontecer mesmo com profissionais bem treinados. Pode ser que a rolha estivesse encharcada, velha ou ressecada. </span></p>
<h2><strong>Primeiro passo: tentar resgatar o restante da rolha</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro passo é tentar resgatar o restante da rolha. Tente introduzir a espiral do saca-rolha  ligeiramente inclinada e com muito cuidado. Puxe, então, de forma lenta para ela não acabar de se desfazer. Você pode também, tentar usar um saca-rolhas tipo pinça, mas se a rolha estiver ressecada e muito ‘agarrada’ no gargalo, existe uma boa chance dela acabar caindo de vez dentro da garrafa.</span></p>
<h2><strong>Segundo passo: tentar resgatar a rolha de dentro da garrafa</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo passo, então, será resgatar a rolha de dentro do seu vinho. Mantenha a calma, não é o fim do mundo! Se o pedaço for grande e coeso, passe o vinho para um decanter e retire o pedaço. Se a rolha se desfez, o melhor é usar um funil para vinho. Caso você não tenha um, use um coador ou mesmo um filtro para café, descartável, claro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas vezes as pessoas se assustam com rolhas encharcadas e acham que é um defeito. Mas isto não afeta ou altera em nada a condição do vinho ao menos que este tenha vazado. E mesmo assim, recomendamos primeiro experimentá-lo antes de fazer qualquer pré-julgamento. Ele pode estar ótimo e surpreendê-lo positivamente! Caso você tiver um vinho guardado há mais tempo ou de safra mais antiga, tire primeiro o lacre e veja através da garrafa o estado da rolha. Se perceber que esta encontra-se encharcada (grande chance de quebra), use primeiro o saca-rolha de lâminas ou tipo pinça. </span></p>
<h2>Dica: use um saca-rolhas de qualidade</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Observação importante: antes de tudo, use um saca-rolhas de qualidade. Fuja do queridinho dos iniciantes: o saca-rolhas de dupla alavanca ou ‘borboleta’. Evite os de haste tipo parafuso, dando preferência para os de haste longa tipo espiral. Para saca-rolhas tipo sommelier ou amigo do garçom, use sempre o de dois estágios. (alguns modelos disponíveis no mercado: </span><a href="https://blog.casadovinho.com.br/tipos-de-saca-rolhas-para-abrir-os-seus-vinhos-qual-e-o-melhor/"><span style="font-weight: 400;">https://blog.casadovinho.com.br/tipos-de-saca-rolhas-para-abrir-os-seus-vinhos-qual-e-o-melhor/</span></a><span style="font-weight: 400;"> )</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vinho servido&#8230; aproveite!!!!</span></p>
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		<title>Vinho doce leva açúcar?</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/vinho-doce-leva-acucar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 21:13:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje nós vamos falar sobre mitos do vinho. E o mito de hoje é: vinho de sobremesa leva adição de açúcar? Não! Vinho fino não leva adição de açúcar. O doce dos vinhos de sobremesa é proveniente do açúcar residual das próprias uvas. Os vinhos de sobremesa são feitos de uvas super maduras, específicas para ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="video-youtube" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5xZTEq1yhEc" width="560" height="340" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje nós vamos falar sobre mitos do vinho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E o mito de hoje é: vinho de sobremesa leva adição de açúcar?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vinho fino não leva adição de açúcar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O doce dos vinhos de sobremesa é proveniente do açúcar residual das próprias uvas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os vinhos de sobremesa são feitos de uvas super maduras, específicas para a produção do vinho de sobremesa (elas têm essa característica de já serem mais doces) e durante o processo de fermentação nem todo açúcar vai ser transformado em álcool.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso eles ficam mais doces na boca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns países, inclusive, a adição de açúcar é terminantemente proibida nos vinhos finos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vinho de sobremesa não leva adição de açúcar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quer saber mais?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós já falamos de vinho de sobremesa aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dá uma olhadinha nos vídeos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Clica aqui nos nossos links que a gente colocou </span><span style="font-weight: 400;">na descrição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aproveita e não esqueça de assinar o nosso canal no YouTube.</span></p>
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		<item>
		<title>As escolas e estilos de Harmonização</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/as-escolas-e-estilos-de-harmonizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2019 09:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Degustação]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Enoeducação]]></category>
		<category><![CDATA[Harmonização]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>
		<category><![CDATA[escolas de harmonização]]></category>
		<category><![CDATA[harmonização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A harmonização poderia ser considerada o casamento perfeito entre comida e vinho. Deve ocorrer de forma que um não se imponha ao outro, ambos sintonizem e se equilibrem, e juntos causem novos e surpreendentes sabores e aromas. Existem três principais escolas de harmonização: a inglesa, a francesa e a italiana, que discordam pouco ou muito dessa ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A harmonização poderia ser considerada o <strong>casamento perfeito entre comida e vinho. </strong>Deve ocorrer de forma que um não se imponha ao outro, ambos sintonizem e se equilibrem, e juntos causem novos e surpreendentes sabores e aromas. <strong>Existem três principais escolas de harmonização:</strong> a inglesa, a francesa e a italiana, <strong>que discordam pouco ou muito dessa assertiva.</strong> Vejamos do que se trata:</p>
<p><em><strong>Escola Inglesa</strong></em></p>
<p>A escola inglesa de harmonização considera que o casamento entre comida e vinho pode acontecer a qualquer momento assim, como um amor à primeira vista. Segundo essa linha de pensamento, <strong>qualquer vinho pode ser acompanhado de qualquer comida.</strong></p>
<p>Não é difícil entender porque a escola inglesa pensa dessa forma. A Inglaterra não é um país famoso por sua gastronomia, mas ingleses sempre amaram vinhos, embora não o produzam de forma significativa. Não houve lá, como na França ou na Itália, a infância do vinho passada com a comida. Eles não cresceram juntos e, depois de adultos, <strong>preferem diversão e interação à harmonização perfeita.</strong></p>
<p><em><strong>Escola Francesa</strong></em></p>
<p>A escola de harmonização francesa <strong>considera muito a harmonização perfeita,</strong> uma vez que seus vinhos e sua comida se conhecem há milênios. <strong>Mas não há uma &#8220;obrigatoriedade&#8221; de harmonização.</strong> Certamente um chef ou sommelier que siga essa linha de pensamento irá lhe advertir que determinada comida não cai nada bem com aquele vinho. <strong>Talvez tente impressioná-lo dizendo o quão horrível é o sabor de torneira enferrujada que ficará na sua boca</strong> depois de provar um tinto tânico com um levíssimo peixe. Porém é aceitável fazê-lo do mesmo modo.</p>
<p><em><strong>Escola Italiana</strong></em></p>
<p><strong>Na escola italiana o vinho correto para a comida é obrigatório.</strong> Para essa linha de pensamento, a harmonização perfeita é uma busca constante, ininterrupta. E quem já provou um prato perfeitamente harmonizado com vinho certamente sabe que o esforço vale a pena.</p>
<p><em><strong>Classificações</strong></em></p>
<p><strong>Além das escolas, há também diferentes classificações para a harmonização.</strong> Ela pode ser por oposição (doce com salgado, por exemplo), regional (comida e vinho de determinada região), por afinidade (peso, aromas, etc) e demais conjuntos. É importante lembrar que <em><strong>a harmonização não é dogma, mas gosto pessoal acima de qualquer &#8220;lei&#8221;.</strong> </em>Escolha o tipo que mais se adapta a você, ou não escolha nenhum. Só não deixe de beber vinho!</p>
<p><em><strong>Harmonização Perfeita</strong></em></p>
<p><strong>Para os encantados com a harmonização perfeita, a prática é fundamental.</strong> E nesse caso praticar não é nenhum sacrifício. O objetivo da harmonização perfeita  é criar o tão sonhado conjunto de equilíbrio e sintonia, mas sem tédio! <strong>Devem advir daí também novos sabores, aromas e aquela vontade súbita de ajoelhar.</strong> A tarefa não é fácil, mas seguir alguns parâmetros pode ajudar bastante.</p>
<p>O primeiro é conhecer muito bem o vinho e a comida que serão harmonizados. Quais são os ingredientes, o modo de preparo, os aromas e sabores além os elementos que atenuam ou acentuam os sabores e sensações um do outro. Vinho e comida semelhantes em corpo (peso, estrutura) estilo (rusticidade, tipicidade, elegância, etc) e sinergia (um melhorando o outro) vão se dar muito bem.</p>
<p><strong>Um excelente exemplo de harmonização perfeita é o torresmo com limão.</strong> Quando mordemos o torresmo, que é riquíssimo em gordura, a boca tende a empapar, uma vez que a gordura &#8220;entope&#8221; as células que produzem saliva. O limão faz exatamente o oposto, causando um incômodo ácido nas papilas gustativas, que faz com que elas liberem muita saliva para diluir o ácido.</p>
<p>Algo parecido (porém com menos intensidade) acontece com peixes e outras carnes brancas e vinho branco. O vinho branco é naturalmente mais ácido que o tinto e os peixes e carnes brancas de forma geral são mais secos, sem muitos sucos naturais.<strong> O princípio de harmonização que une carnes brancas com peixes brancos é parecido com o do torresmo com limão:</strong> a carne branca vai absorver toda a saliva deixando sua boca seca. Aí entra o vinho branco causando a inundação.</p>
<p>Calhou de a carne e o vinho terem a mesma cor, o que facilita a lembrança, mas<strong> incorre no erro da generalização.</strong> Muitas vezes um vinho tinto mais leve pode ir muito bem com peixes mais robustos como atum e também outros que podem ser preparados de forma que haja outros sabores em destaque, como molhos diversos, cozidos ou assados de diversas carnes incluindo o peixe.</p>
<p><strong>Os tintos, por outro lado, em geral harmonizam com carnes vermelhas,</strong> e há também ótimas explicações para isso. Por serem mais robustos que os brancos, os tintos tendem a se assemelhar em peso às carnes vermelhas. Outra razão são os taninos presentes no vinho tinto.</p>
<p><strong>Tanino é uma substância que existe em praticamente todas as plantas,</strong> em seus troncos, folhas, gavinhas, casca e sementes das uvas e partes lenhosas das plantas em geral. Sabemos disso não porque saímos por aí mordendo árvores, mas se o fizermos ficaremos com a boca seca e áspera, lembrando o sabor de caqui ou banana verdes. <strong>Essa sensação de aspereza e ressecamento casa perfeitamente bem com os sucos naturais das carnes vermelhas mal passadas.</strong> Aqui acontece o oposto às carnes brancas com vinhos brancos: o que inunda a boca é a carne e o vinho vem para secá-la.</p>
<p><em><strong>Gastronomia contemporânea, Vegetariana, Vegana, Comida Simples do Dia a Dia, Comida Regional &#8211; Harmonização é só para a alta gastronomia?</strong></em></p>
<p>E agora, Baco?</p>
<p><strong>No princípio não havia alta gastronomia. O vinho veio antes até da gastronomia, só não veio antes da comida.</strong> No Velho Mundo bebia-se vinho por questão de sobrevivência, em substituição à água contaminada, para alimentar ou para complementar e enriquecer as esparsas refeições. Depois por prazer, para se alegrar, então para degustar e harmonizar. Na medida em que as civilizações se desenvolveram e as pessoas puderam cuidar de outras coisas além de manter a cabeça grudada no pescoço, houve uma evolução gastronômica e a boa mesa por fim teve lugar.</p>
<p><strong>Depois vieram novos alimentos do Novo Mundo e a harmonização começou a bagunçar. </strong>&#8220;Que vinho harmoniza com mandioca?&#8221;- poderia algum fidalgo português ter se perguntado.</p>
<p>Os vinhos do Novo Mundo também causaram certa revolução. A gastronomia contemporânea misturou ingredientes de diversos lugares do mundo, sabores dos mais variados, texturas, formas e apresentações inusitadas. Tudo em um mesmo prato.</p>
<p><strong>&#8220;Ovo quadrado azul com sabor de salmão sobre espuma de mel e molho de café&#8221;.</strong> Quantos vinhos precisamos para harmonizar? &#8211; nos perguntamos diante de tanta criatividade. O maior desafio para a harmonização atualmente é a cozinha de vanguarda e suas inúmeras fusões. <strong>Caem por terra quase todos os preceitos de harmonização que acabamos de te ensinar a seguir. Sentimos muito.</strong></p>
<p><strong>A cozinha vegetariana é bem menos trabalhosa.</strong> Na vegetariana ainda podemos seguir as diretrizes no que se refere a peso, estrutura, sabores e aromas. Talvez nela haja apenas um pequeno desafio: é comum cruzarmos com alhos, azeitonas, anchovas, aspargos e demais ingredientes compondo pratos principais e causadores de pesadelos em quem está a procura da harmonização perfeita.</p>
<p><strong>A cozinha vegana é muito semelhante à vegetariana,</strong> com seus desafios e facilidades e o adicional de ter que encontrar um <strong>vinho vegano</strong> para casar com a comida. Embora os vinhos sejam de origem vegetal, na maioria dos casos, em alguma etapa da vinificação <strong>pode haver presença de produtos de origem animal como gelatina, caseína, albumina, hemoglobina, entre outros,</strong> embora eles sejam descartados após a clarificação com as impurezas e não integrarem o produto final.</p>
<p>Em relação à comida regional e pratos do dia a dia, nada de pânico. Não abandone a bebida que alimentava os homens primitivos junto a nacos de pão rústico e coelhos assados na fogueira. <strong>Comida simples do dia a dia pede vinhos simples, regrinha básica de harmonização.</strong></p>
<p>Difícil mesmo é a cozinha regional, visto que nosso continente é um bebezinho e nossa gastronomia acabou de nascer junto ao nosso vinho. <strong>O que harmonizar com pinhão ou quirera, feijão tropeiro, orapronobis, couve, feijoada, tapioca, cuscuz, pirão de leite, açaí, pequi, quiabo, maniçoba,</strong> e outros milhares de ingredientes indescritíveis da Amazônia, cada vez mais presentes e explorados pela gastronomia?</p>
<p>Respeitaremos as regras da harmonização perfeita, seguiremos a única regra da harmonização inglesa, tentaremos a francesa? <strong>A decisão é de cada incauto, louco, apaixonado ou estudioso de vinho</strong> e não seremos nós que decidiremos por você. Mas nos ensine como fez quando conseguir!</p>
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		<item>
		<title>Mitos, mentiras e verdades sobre vinho</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/mitos-mentiras-e-verdades-sobre-vinho-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2019 09:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência do vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Enoeducação]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nunca é demais falar sobre os mitos que envolvem o vinho, especialmente porque o Mundo do Vinho tende a ser tão fechado e tradicional que por vezes são necessários anos até que uma ideia falsa seja derrubada. Um bom exemplo disso é o famigerado mapa da língua. Pessoas com mais de 40 anos  vão lembrar que ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca é demais falar sobre os mitos que envolvem o vinho, especialmente porque <strong>o Mundo do Vinho tende a ser tão fechado e tradicional que por vezes são necessários anos até que uma ideia falsa seja derrubada.</strong></p>
<p>Um bom exemplo disso é o <strong>famigerado mapa da língua.</strong> Pessoas com mais de 40 anos  vão lembrar que quando crianças, foram ensinadas que na língua existem campos específicos capazes de sentir determinado sabor. Existe uma <strong>área para o doce, outra para o amargo, o ácido/azedo e outra para o salgado.</strong> Era o que os professores sabiam na época, embora esse mapa esteja sendo <strong>contestado desde 1930!</strong></p>
<p>Até mesmo as primeiras famosas<strong> taças Riedel foram desenvolvidas a partir da ideia do mapa.</strong> Não pecam pela qualidade, obviamente, mas também não funcionam nesse sentido. Foi-se o mapa quando demonstrado que a língua toda possui misturadas as células captoras dos sabores. Veio então um <strong>“novo” sabor, o <em>umami</em>. </strong>Ele foi oficializado em 1985 depois de anos de discussão sobre se o umami seria um sabor básico. <strong>E estão na fila cerca de outros vinte.</strong> Fique atento, nada há de definitivo sobre os sabores.</p>
<p>Outro mito que fez com que <strong>um incontável número de vinhos maravilhosos fossem jogados pelo ralo,</strong> diz respeito à <strong>cor dourada dos vinhos brancos.</strong> Como os vinhos tintos tendem a clarear conforme envelhecem (os taninos juntam-se aos antocianos – responsáveis pela cor – e literalmente caem deixando o vinho pálido), os vinhos brancos tendem a escurecer/dourar quando velhos. Junte isso a outra inverdade – a de que os brancos só podem ser bebidos jovens – e temos o desastre. <strong>Nem todo vinho dourado é velho, nem todo vinho branco é incapaz de envelhecer.</strong> Por vezes o dourado é apenas característica de determinado terroir/uva. Mantenha os olhos atentos e não se deixe enganar. Prove sempre os dourados que surgirem antes de chegar a conclusões precipitadas.</p>
<p><strong>O mais comum dos mitos diz respeito à sua idade. </strong>Envelhecer como o vinho, no dito popular, é envelhecer bem, melhorar, sofisticar. Mas algumas pessoas envelhecem de verdade, assim como os vinhos: ficam piores, deterioram. <strong>Poucos vinhos envelhecem com graça.</strong> Normalmente são eles de regiões consagradas, uvas específicas e de excelentes produtores. Grande parte dos vinhos foi feita para ser bebida jovem ou em poucos anos.</p>
<p><strong>Vinhos de corte ou assemblage viraram mito também.</strong> Seriam eles piores que aqueles de uma única uva? Mentira das mais cabeludas. <strong>Muitos vinhos são cortados, mas se passam por varietais.</strong> Tudo dentro da lei. Em uma parte dos países produtores <strong>pode-se adicionar até 20% de outra uva e permanecer rotulado como varietal.</strong> Todos já bebemos algum vinho assim. Além do mais uma uva complementa outra ou outras. O corte pode deixar o vinho muito melhor, mais equilibrado, perfumado e na cor certa.</p>
<p>Uma inverdade um pouco mais recente diz que <strong>uvas ruins não produzem vinho bom</strong>. Com a tecnologia que a enologia possui hoje em dia <strong>isso é possível, sim.</strong> O vinho se transforma graças ao uso da Osmose Reversa e das leveduras, principalmente. A Osmose Reversa é feita com uma máquina caríssima, usada normalmente em grandes vinícolas que produzem vinhos mais baratos e em grande quantidade. Submeter o vinho a uma osmose seria diluí-lo. A Osmose Reversa concentra-o ou tira parte do seu álcool.</p>
<p>A falha que ocorreu na maturação da uva (pouca ou muita, resultando em mosto diluído ou excesso de açúcares que gerarão muito álcool) é compensada através da Osmose Reversa. <strong>O engenheiro que criou a máquina Vinovation (na Califórnia, no final dos anos 80) Clark Smith, foi apelidado de <em>Dr. Frankenwine</em>.</strong> Clark Smith declarou em entrevistas que há centenas de vinícolas ao redor do mundo usando sua máquina. Mas jamais revelou o nome dos seus clientes.</p>
<p>As leveduras são pequenos seres vivos responsáveis pela fermentação. Existem diversas famílias de leveduras que produzem iogurtes, pães, cerveja e vinho, e outras que azedam, apodrecem e deterioram. A ciência e a enologia ocuparam-se em separar umas das outras e cultivar em laboratório leveduras específicas para cada tipo de uva ou vinho. <strong>Continuou evoluindo ao ponto de hoje em dia uma vinícola ser capaz de transformar completamente a uva a depender da levedura escolhida.</strong> Pode-se criar vinhos mais ou menos frutados, com aromas específicos ou da moda, por exemplo. E também é possível fazer coisas ainda mais drásticas como transformar uma uva grega em um vinho com características típicas do Chile.</p>
<p><strong>Há uma enorme discussão a respeito desses métodos.</strong> Muitos condenam, outros acham ser necessário ou inevitável e alguns aceitam como natural. <strong>Qual é a sua opinião a respeito? </strong>Escreva pra gente para dar sua opinião!</p>
<p><strong>site@casadovinho.com.br</strong></p>
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		<title>Borras ou sedimentos NÃO são defeitos</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/borras-ou-sedimentos-nao-sao-defeitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2019 11:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência do vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Degustação]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>
		<category><![CDATA[borras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não se desespere se ao servir um vinho perceber que ele tem borras. As borras não fazem mal a saúde, não alteram o paladar e cuidado&#8230; as borras não são defeitos! Existem diferentes tipos de borras. As formadas na fermentação do mosto, que são nada mais que as leveduras mortas e resíduos das uvas, como ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não se desespere se ao servir um vinho perceber que ele tem borras. As borras não fazem mal a saúde, não alteram o paladar e cuidado&#8230; as borras não são defeitos!</p>
<p>Existem diferentes tipos de borras. <strong>As formadas na fermentação do mosto, que são nada mais que as leveduras mortas e resíduos das uvas, como sementes, hastes e cascas. </strong>A maioria das vinícolas opta por fazer a filtragem dos vinhos para evitar essas borras. Outras preferem não fazer, pois consideram que uma parte da essência do vinho se perde ali.</p>
<p><strong>As borras também aparecem em garrafas de vinhos de guarda e são fruto da precipitação de antocianinas (elemento que dá cor ao vinho) e taninos com o passar dos anos. </strong>É por conta dessa precipitação que os vinhos tintos perdem a cor e amaciam com os anos.</p>
<p><strong>Outro tipo de borra comum é o cristal de tartarato ou bitartarato de potássio.</strong> Este se forma em vinhos que não tenham passado pelo processo de estabilização a frio e em algum momento possam ter sofrido alteração de temperatura. Eles são pequeninos cristais roxos e como são mais pesados ficam no fundo da garrafa ou da taça e muitas vezes formam um belíssimo cristal na rolha. Eles não chegam a se misturar com o vinho como acontece com as borras do envelhecimento que são finas e leves e acabam influenciando também o aspecto visual.</p>
<p>O lado negativo é que borras ou sedimentos podem dar uma sensação desagradável na boca. Para evitar que elas ‘atrapalhem’ nosso vinho é que usamos o decanter.</p>
<p><strong>Não se preocupe caso seu vinho tenha borras. </strong>Deixe a garrafa em pé por algumas horas (se for possível) e verta para um decanter bem lentamente para não deixar o vinho &#8216;agitar&#8217; os sedimentos que estão no fundo. Pare o processo assim que as borras chegarem próximo ao gargalo.</p>
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		<title>As personalidades do Champagne</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/as-personalidades-do-champagne/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2019 11:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>
		<category><![CDATA[champagne]]></category>
		<category><![CDATA[pierre gimonnet]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dom Pérignon Todo mundo já ouviu a lenda de que Dom Pérignon, um monge beneditino da abadia de Hautervilles, na região da Champagne, pelos idos de 1660 teria inventado o famoso vinho espumante. Segundo a lenda ele teria bebido o conteúdo das garrafas que explodiam misteriosamente nas caves e dito “venham todos ver, estou bebendo estrelas!”. A ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dom Pérignon</strong></p>
<p>Todo mundo já ouviu a lenda de que Dom Pérignon, um monge beneditino da abadia de Hautervilles, na região da Champagne, pelos idos de 1660 teria inventado o famoso vinho espumante. Segundo a lenda ele teria bebido o conteúdo das garrafas que explodiam misteriosamente nas caves e dito “venham todos ver, estou bebendo estrelas!”.</p>
<p>A lenda é bonita, mas não condiz com a realidade. A verdade é que o champagne não foi inventado. Ele simplesmente nasceu. Nascia a cada explosão de garrafa nas adegas do mosteiro.</p>
<p>Ao contrário das outras regiões da França, a Champagne da época de Don Pérignon gerava um vinho (sem gás) não muito bom. O clima frio obrigava os vinicultores a colher prematuramente suas uvas. A natureza do solo da região produzia uvas muito ácidas e a colheita precoce não ajudava em nada na superação desse “problema”. Ainda assim os vinicultores insistiam na produção de seus vinhos, engarrafavam-nos em garrafas comuns e os colocavam nas caves subterrâneas. Mal sabiam eles que aquelas eram as condições ideais para gerar vinho espumante como nenhum outro.</p>
<p>O vinho, ainda contendo algum açúcar residual e muitas leveduras naturais “adormecia” com o frio, mas na primavera despertava. Com a aproximação do calor as leveduras reiniciavam seu trabalho de fermentação, alimentando-se do açúcar residual e transformando-o em álcool e&#8230; gás carbônico. Como as garrafas que continham o vinho eram artesanais e frágeis, por vezes tampadas com rolhas de tecido, o resultado não poderia ser outro além de um assustador estouro.</p>
<p>Imagine-se percorrendo um dos infindáveis túneis escuros que abrigam as garrafas sem nenhum conhecimento sobre leveduras e gaseificação com garrafas explodindo por todos os lados. As pessoas da época ignorantemente associaram as explosões ao demônio e poucos atreviam-se a entrar nas galerias. Aqueles que ousavam punham máscaras de ferro para evitar ferimentos causados pelas explosões.</p>
<p>Aí sim entra Dom Pérignon e sua imensa colaboração para o champagne. Ele deve ter provado o líquido e, gostando ou não, pode-se supor que entendeu que seria melhor dominá-lo e sustentar o mosteiro que ficar imaginando o diabo fazendo travessuras.</p>
<p>Foi ele quem inventou as garrafas mais grossas e as gaiolas metálicas que seguram a rolha e suportam a pressão.O monge também observou quais eram os melhores cortes de uvas para se fazer o champagne e deu-lhe o nome.</p>
<p>Como pode-se imaginar, os vinhos espumantes devem ter nascido em diversas partes do mundo ao mesmo tempo e atribuir-lhes uma origem certa seria o mesmo que tentar datar precisamente a invenção da roda.</p>
<p><strong>Veuve Clicquot</strong></p>
<p>O champagne da época de Dom Pérignon não era límpido e cristalino como o conhecemos hoje em dia. A segunda fermentação em garrafa deixava resíduos de leveduras mortas que turvavam o vinho e pareciam impossíveis de ser retiradas porque com isso perdia-se o gás, que àquela altura havia se tornado a principal característica do vinho da região.</p>
<p>Esse problema ficou sem solução até entrar em cena Barbe-Nicole Ponsardin, a Veuve Clicquot. Com a morte do marido, em 1805, ela teve que assumir o controle da vinícola e graças à sua coragem a bebida evoluiu. E muito. Infelizmente sabe-se pouco sobre a vida dessa incrível mulher por simples falta de documentação.</p>
<p>Graças à Veuve Clicquot o champagne passou a ser cristalino. Ela foi a responsável pela invenção da rémuage e da degola, ou degórgement. Além disso ela concentrou seus esforços na venda do champagne para a nobreza e a rica burguesia da época. Não é à toa que até hoje associamos o champagne à elegância e glamour.</p>
<p>Quando as leveduras terminam de comer o açúcar acabam por morrer e formam um tipo de borra que pode ser facilmente retirada no caso dos vinhos tranqüilos (não espumantes), bastando para isso filtrá-los. Se isso for feito com um vinho espumante o gás estará perdido.</p>
<p>Veuve Clicquot observou que as leveduras mortas se depositavam muito lentamente no fundo da garrafa, então inventou um tipo de aparelho em que as garrafas são colocadas e giradas levemente todos os dias, ficando cada vez mais inclinadas, de forma que as borras sejam direcionadas até o gargalo.</p>
<p>Essas garrafas não recebem então as rolhas com gaiolas inventadas por Dom Pérignon, mas uma tampa metálica, como as do refrigerante.</p>
<p>Depois que a borra está totalmente caída no gargalo e o líquido límpido, cada garrafa é colocada em uma solução congelante apenas na parte do gargalo que contém as borras. Dessa forma elas congelam e isso impede que retornem ao líquido “sujando-o” novamente. Em seguida a garrafa passa pelo processo da degola, ou seja, a tampa metálica é aberta e o gás expele a parte congelada.</p>
<p>A parte perdida de líquido na degola é reposta de acordo com o tipo de champagne que se quer obter. Só depois que a garrafa é novamente preenchida, coloca-se a rolha de cortiça e a gaiola que permanecerão. Existem diversos tipos de champagne que vão desde o seco até o muito doce. O líquido que completa a garrafa é chamado de licor de expedição e contém a dosagem de açúcar certa para cada tipo de champagne. São eles:</p>
<p>Extra brut e brut intégral: raros, não têm adição de licor, apenas completa-se a garrafa com mais champagne.</p>
<p>Brut: possui 1% de licor.</p>
<p>Extra-sec: possui de 1% a 3% de licor.</p>
<p>Demi-sec: é levemente doce e possui de 3% a 5% de licor.</p>
<p>Doux: champanhe doce, indicado para a sobremesa. Possui entre 8% e 15% de licor.</p>
<p>Hoje a região de Champagne é uma AOP (Appellation d’Origine Protegée, antiga AOC) e desde 1927 a marca é registrada e vigiada com rigor. Nenhum outro lugar além de Champagne pode chamar seus vinhos de champagne sob o risco de processo. Mas é importante lembrar que existem diversos espumantes ao redor do mundo que são feitos pelo mesmo método, chamado Clássico ou Champenoise.</p>
<p>Se com Don Pérignon aprendemos a beber estrelas, com Veuve Clicquot isso se tornou uma arte sofisticada. Circular pelas caves passou a ser uma experiência divina. Diabólico mesmo é só não poder beber champagne.</p>
<p><strong>Napoleão Bonaparte</strong></p>
<p>Napoleão (1769 a 1821) ficou conhecido por, além de coisas estranhas como dizer que os gênios dormem apenas quatro horas por dia, por sua paixão pelo champagne, do qual foi um grande divulgador. Diz a lenda que ele o abria por degola, usando o próprio sabre.  Não há provas de que ele tenha inventado essa curiosa forma de abrir a garrafa, mas o certo é que foi intensamente imitado.</p>
<p>Existem hoje sabres sem fio criados especialmente para a degola de vinhos espumantes. A guerra se foi, a necessidade do sabre como arma se foi, Napoleão se foi. Só não se foi a vontade de beber champagne. E quando possível, dar um show ao abrí-la.</p>
<p>Também atribui-se a invenção da antiga taça usada para beber champagne aos ciúmes de sua amante. Ela teria mandado moldar a taça em seu seio para que ele bebesse o champagne pensando nela.</p>
<p>De qualquer modo não foi uma boa ideia. A taça criada e usada durante décadas é aberta demais e faz com que o precioso gás (além dos aromas) sejam dispersados com muita rapidez.</p>
<p>Demorou muito até que as taças flute ou tulipa substituíssem as antigas. Isso aconteceu apenas por volta de 1950, quando Claus Josef Riedel começou a estudar as formas mais adequadas para cada tipo de vinho e fabricar suas famosas taças.</p>
<p>Mas independentemente de Napoleão ter estimulado a loucura da taça aberta, ele disse uma frase sobre o champagne que vale a pena guardar: &#8220;Nas vitórias, merecido, nas derrotas, necessário&#8221;.</p>
<p>Nós também concordamos, Napoleão&#8230;</p>
<p>Se você ficou inspirado, pode ir até a loja virtual e conhecer nossos champagnes clicando <a href="https://casadovinho.com.br/pais/franca/champagne/">AQUI</a>.</p>
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		<title>7 Mitos do Vinho</title>
		<link>https://blog.casadovinho.com.br/7-mitos-do-vinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2018 00:20:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem tudo o que a gente ouve sobre vinho por aí é verdade! Esteja atento para não ser enganado por lendas. 1 &#8211; Quanto mais cara a garrafa, melhor. Paladar é pessoal e intransferível e gosto pessoal não se mede com cifras. Vinhos de uma faixa de preço mais alta podem ser melhores que muitas ... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nem tudo o que a gente ouve sobre vinho por aí é verdade! Esteja atento para não ser enganado por lendas.</em></p>
<p><strong>1 &#8211; Quanto mais cara a garrafa, melhor.</strong></p>
<p>Paladar é pessoal e intransferível e gosto pessoal não se mede com cifras. Vinhos de uma faixa de preço mais alta podem ser melhores que muitas “pechinchas” suspeitas, mas um vinho inacreditavelmente caro pode ser tão bom quanto outro que não arrombe sua conta bancária&#8230;</p>
<p><strong>2 &#8211; Quanto mais pesada a garrafa, melhor o vinho (ou quanto mais elaborado o rótulo, melhor).</strong></p>
<p>É isso mesmo que os departamentos de marketing querem que você pense. Mas o que importa não é a garrafa e sim o que está dentro dela. Antes de beber não dá pra saber se o vinho é bom. Tome como exemplo os maiores e mais conhecidos vinhos, como Bordeaux ou Borgonha. As garrafas são boas e simples. Os rótulos não são chamativos, extra coloridos ou elaborados.</p>
<p><strong>3 &#8211; Vinho tinto deve ser bebido com carnes vermelhas e brancos, com peixe.</strong></p>
<p>Essa é uma regra bem geral, mas não absoluta. A harmonização depende de muitos outros fatores além da cor dos ingredientes. É preciso analisar o &#8220;peso&#8221; dos sabores e aromas do prato, o método de cocção, os molhos, guarnições e muito mais coisas além da cor.</p>
<p><strong>4 &#8211; Os vinhos melhoram com a idade.</strong></p>
<p>Ao contrário, a maioria é feita para ser bebido jovem. Quem ganha com o tempo são os vinhos de guarda que são mais raros e caros. Vinhos de guarda precisam ser produzidos com essa intenção e não é qualquer lugar que tem uvas, métodos e até mesmo vontade de produzir vinhos de guarda. Para muitos produtores é melhor, mais econômico e lucrativo fazer vinhos para consumo imediato.</p>
<p><strong>5 &#8211; Existe vinho para homens e vinhos para mulheres.</strong></p>
<p>Bobagem! Muita, muita bobagem!<br />
O que existe são vinho para principiantes e vinhos para quem já tem experiência. Paladar não tem gênero e evolui da mesma forma. Normalmente quem está começando a beber vinhos prefere os mais leves, adocicados e fáceis de beber. Com o tempo e a prática o paladar evolui e deixamos de gostar dos vinhos mais fáceis, partimos para os mais complexos, tânicos e difíceis.</p>
<p>Algumas regiões, como a Borgonha, produzem vinhos frequentemente descritos como &#8220;femininos&#8221; mas o termo nada tem a ver com o gênero de quem vai beber os vinhos e sim com sua elegância e complexidade.</p>
<p><strong>6 &#8211; Vinho de misturas de uvas não são bons.</strong></p>
<p>Outra bobagem. O corte, blend ou assemblage visa melhorar os vinhos. O que falta em uma uva pode ser complementado com outra e assim criar um vinho equilibrado. É como uma orquestra. Um piano solo pode ser lindo, mas uma música que inclua outros instrumentos pode ser ainda melhor.</p>
<p><strong>7 &#8211; Vinhos “Reserva” são melhores</strong></p>
<p>Depende do país de origem. A expressão pode ser usada em alguns países que possuem leis que regem a produção e ter diferentes significados que vão desde o tempo de madeira até teor alcoólico. Ou pode também ser usada por produtores de países que ainda não possuem leis no setor apenas para atrair o consumidor incauto.</p>
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