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	<title>escolas de harmonização &#8211; Casa do Vinho Blog</title>
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	<title>escolas de harmonização &#8211; Casa do Vinho Blog</title>
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		<title>As escolas e estilos de Harmonização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiza Martini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2019 09:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Degustação]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Enoeducação]]></category>
		<category><![CDATA[Harmonização]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A harmonização poderia ser considerada o <strong>casamento perfeito entre comida e vinho. </strong>Deve ocorrer de forma que um não se imponha ao outro, ambos sintonizem e se equilibrem, e juntos causem novos e surpreendentes sabores e aromas. <strong>Existem três principais escolas de harmonização:</strong> a inglesa, a francesa e a italiana, <strong>que discordam pouco ou muito dessa assertiva.</strong> Vejamos do que se trata:</p>
<p><em><strong>Escola Inglesa</strong></em></p>
<p>A escola inglesa de harmonização considera que o casamento entre comida e vinho pode acontecer a qualquer momento assim, como um amor à primeira vista. Segundo essa linha de pensamento, <strong>qualquer vinho pode ser acompanhado de qualquer comida.</strong></p>
<p>Não é difícil entender porque a escola inglesa pensa dessa forma. A Inglaterra não é um país famoso por sua gastronomia, mas ingleses sempre amaram vinhos, embora não o produzam de forma significativa. Não houve lá, como na França ou na Itália, a infância do vinho passada com a comida. Eles não cresceram juntos e, depois de adultos, <strong>preferem diversão e interação à harmonização perfeita.</strong></p>
<p><em><strong>Escola Francesa</strong></em></p>
<p>A escola de harmonização francesa <strong>considera muito a harmonização perfeita,</strong> uma vez que seus vinhos e sua comida se conhecem há milênios. <strong>Mas não há uma &#8220;obrigatoriedade&#8221; de harmonização.</strong> Certamente um chef ou sommelier que siga essa linha de pensamento irá lhe advertir que determinada comida não cai nada bem com aquele vinho. <strong>Talvez tente impressioná-lo dizendo o quão horrível é o sabor de torneira enferrujada que ficará na sua boca</strong> depois de provar um tinto tânico com um levíssimo peixe. Porém é aceitável fazê-lo do mesmo modo.</p>
<p><em><strong>Escola Italiana</strong></em></p>
<p><strong>Na escola italiana o vinho correto para a comida é obrigatório.</strong> Para essa linha de pensamento, a harmonização perfeita é uma busca constante, ininterrupta. E quem já provou um prato perfeitamente harmonizado com vinho certamente sabe que o esforço vale a pena.</p>
<p><em><strong>Classificações</strong></em></p>
<p><strong>Além das escolas, há também diferentes classificações para a harmonização.</strong> Ela pode ser por oposição (doce com salgado, por exemplo), regional (comida e vinho de determinada região), por afinidade (peso, aromas, etc) e demais conjuntos. É importante lembrar que <em><strong>a harmonização não é dogma, mas gosto pessoal acima de qualquer &#8220;lei&#8221;.</strong> </em>Escolha o tipo que mais se adapta a você, ou não escolha nenhum. Só não deixe de beber vinho!</p>
<p><em><strong>Harmonização Perfeita</strong></em></p>
<p><strong>Para os encantados com a harmonização perfeita, a prática é fundamental.</strong> E nesse caso praticar não é nenhum sacrifício. O objetivo da harmonização perfeita  é criar o tão sonhado conjunto de equilíbrio e sintonia, mas sem tédio! <strong>Devem advir daí também novos sabores, aromas e aquela vontade súbita de ajoelhar.</strong> A tarefa não é fácil, mas seguir alguns parâmetros pode ajudar bastante.</p>
<p>O primeiro é conhecer muito bem o vinho e a comida que serão harmonizados. Quais são os ingredientes, o modo de preparo, os aromas e sabores além os elementos que atenuam ou acentuam os sabores e sensações um do outro. Vinho e comida semelhantes em corpo (peso, estrutura) estilo (rusticidade, tipicidade, elegância, etc) e sinergia (um melhorando o outro) vão se dar muito bem.</p>
<p><strong>Um excelente exemplo de harmonização perfeita é o torresmo com limão.</strong> Quando mordemos o torresmo, que é riquíssimo em gordura, a boca tende a empapar, uma vez que a gordura &#8220;entope&#8221; as células que produzem saliva. O limão faz exatamente o oposto, causando um incômodo ácido nas papilas gustativas, que faz com que elas liberem muita saliva para diluir o ácido.</p>
<p>Algo parecido (porém com menos intensidade) acontece com peixes e outras carnes brancas e vinho branco. O vinho branco é naturalmente mais ácido que o tinto e os peixes e carnes brancas de forma geral são mais secos, sem muitos sucos naturais.<strong> O princípio de harmonização que une carnes brancas com peixes brancos é parecido com o do torresmo com limão:</strong> a carne branca vai absorver toda a saliva deixando sua boca seca. Aí entra o vinho branco causando a inundação.</p>
<p>Calhou de a carne e o vinho terem a mesma cor, o que facilita a lembrança, mas<strong> incorre no erro da generalização.</strong> Muitas vezes um vinho tinto mais leve pode ir muito bem com peixes mais robustos como atum e também outros que podem ser preparados de forma que haja outros sabores em destaque, como molhos diversos, cozidos ou assados de diversas carnes incluindo o peixe.</p>
<p><strong>Os tintos, por outro lado, em geral harmonizam com carnes vermelhas,</strong> e há também ótimas explicações para isso. Por serem mais robustos que os brancos, os tintos tendem a se assemelhar em peso às carnes vermelhas. Outra razão são os taninos presentes no vinho tinto.</p>
<p><strong>Tanino é uma substância que existe em praticamente todas as plantas,</strong> em seus troncos, folhas, gavinhas, casca e sementes das uvas e partes lenhosas das plantas em geral. Sabemos disso não porque saímos por aí mordendo árvores, mas se o fizermos ficaremos com a boca seca e áspera, lembrando o sabor de caqui ou banana verdes. <strong>Essa sensação de aspereza e ressecamento casa perfeitamente bem com os sucos naturais das carnes vermelhas mal passadas.</strong> Aqui acontece o oposto às carnes brancas com vinhos brancos: o que inunda a boca é a carne e o vinho vem para secá-la.</p>
<p><em><strong>Gastronomia contemporânea, Vegetariana, Vegana, Comida Simples do Dia a Dia, Comida Regional &#8211; Harmonização é só para a alta gastronomia?</strong></em></p>
<p>E agora, Baco?</p>
<p><strong>No princípio não havia alta gastronomia. O vinho veio antes até da gastronomia, só não veio antes da comida.</strong> No Velho Mundo bebia-se vinho por questão de sobrevivência, em substituição à água contaminada, para alimentar ou para complementar e enriquecer as esparsas refeições. Depois por prazer, para se alegrar, então para degustar e harmonizar. Na medida em que as civilizações se desenvolveram e as pessoas puderam cuidar de outras coisas além de manter a cabeça grudada no pescoço, houve uma evolução gastronômica e a boa mesa por fim teve lugar.</p>
<p><strong>Depois vieram novos alimentos do Novo Mundo e a harmonização começou a bagunçar. </strong>&#8220;Que vinho harmoniza com mandioca?&#8221;- poderia algum fidalgo português ter se perguntado.</p>
<p>Os vinhos do Novo Mundo também causaram certa revolução. A gastronomia contemporânea misturou ingredientes de diversos lugares do mundo, sabores dos mais variados, texturas, formas e apresentações inusitadas. Tudo em um mesmo prato.</p>
<p><strong>&#8220;Ovo quadrado azul com sabor de salmão sobre espuma de mel e molho de café&#8221;.</strong> Quantos vinhos precisamos para harmonizar? &#8211; nos perguntamos diante de tanta criatividade. O maior desafio para a harmonização atualmente é a cozinha de vanguarda e suas inúmeras fusões. <strong>Caem por terra quase todos os preceitos de harmonização que acabamos de te ensinar a seguir. Sentimos muito.</strong></p>
<p><strong>A cozinha vegetariana é bem menos trabalhosa.</strong> Na vegetariana ainda podemos seguir as diretrizes no que se refere a peso, estrutura, sabores e aromas. Talvez nela haja apenas um pequeno desafio: é comum cruzarmos com alhos, azeitonas, anchovas, aspargos e demais ingredientes compondo pratos principais e causadores de pesadelos em quem está a procura da harmonização perfeita.</p>
<p><strong>A cozinha vegana é muito semelhante à vegetariana,</strong> com seus desafios e facilidades e o adicional de ter que encontrar um <strong>vinho vegano</strong> para casar com a comida. Embora os vinhos sejam de origem vegetal, na maioria dos casos, em alguma etapa da vinificação <strong>pode haver presença de produtos de origem animal como gelatina, caseína, albumina, hemoglobina, entre outros,</strong> embora eles sejam descartados após a clarificação com as impurezas e não integrarem o produto final.</p>
<p>Em relação à comida regional e pratos do dia a dia, nada de pânico. Não abandone a bebida que alimentava os homens primitivos junto a nacos de pão rústico e coelhos assados na fogueira. <strong>Comida simples do dia a dia pede vinhos simples, regrinha básica de harmonização.</strong></p>
<p>Difícil mesmo é a cozinha regional, visto que nosso continente é um bebezinho e nossa gastronomia acabou de nascer junto ao nosso vinho. <strong>O que harmonizar com pinhão ou quirera, feijão tropeiro, orapronobis, couve, feijoada, tapioca, cuscuz, pirão de leite, açaí, pequi, quiabo, maniçoba,</strong> e outros milhares de ingredientes indescritíveis da Amazônia, cada vez mais presentes e explorados pela gastronomia?</p>
<p>Respeitaremos as regras da harmonização perfeita, seguiremos a única regra da harmonização inglesa, tentaremos a francesa? <strong>A decisão é de cada incauto, louco, apaixonado ou estudioso de vinho</strong> e não seremos nós que decidiremos por você. Mas nos ensine como fez quando conseguir!</p>
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